PPGD realiza palestra sobre arte e direito

O Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Direito do Centro Universitário UniFG (PPGD) realizou, na manhã desta sexta-feira (22), uma palestra sobre arte e direito com o Prof. Dr. Rafael Simioni. O evento contou com a participação de alunos do programa de mestrado, discentes do curso de Direito e profissionais da área.

O coordenador do PPGD, Prof. Dr André Karam, iniciou a programação dando boas-vindas aos participantes, convidando a todos para uma reflexão sobre a temática trabalhada pelo palestrante convidado.

Com o tema “Arte e direito: a Jurisprudenz de Gustav klimt”, o docente discorreu sobre o modo de pensar o direito na visão de Gustav Klimt, diferente da tradição artística ocidental, através de uma pintura do artista austríaco.

Artista renomado do final do século XIX e início do século XX, Gustav foi contratado pelo Ministério da Educação da Áustria para fazer uma pintura no teto do salão nobre da Universidade de Viena representando a faculdade de direito.  O resultado do trabalho foi um rompimento com a ideia de hierarquia que o direito representa. Ao colocar elementos da mitologia grega, o pintor simboliza a relação do direito com a sociedade e com os corpos humanos, ocasionando uma contraposição de ideias.

A palestra foi dividida em três momentos. No primeiro, foi apresentada a forma como o pintor se insere na história da arte e a causa de ter trabalhado o direito nessa visão. No segundo momento, a discussão foi baseada no próprio direito utilizando três chaves de leitura para entender o artista. A primeira, uma perspectiva do renascimento e seu diálogo com a mitologia romana. A segunda, uma leitura freudiana baseada na interpretação dos sonhos e a relação entre os elementos e símbolos dispostos na imagem. A terceira, uma leitura mais crítica com autores que dialogam com autores da época estudada sobre a ambiguidade do direito. No terceiro e último momento, foi retratada a história da pintura estudada.

“O profissional do direito precisa assumir a posição de personagem da transformação do direito. Nós estamos vivendo em um mundo no qual daqui a algum tempo a tecnologia artificial fará o trabalho de reprodução. Mas esse fato não acabará com o direito, assim como não aconteceu com a relação entre a pintura e a fotografia.  Então, vocês precisam pensar na inovação, em serem pessoas criativas. Não basta apenas reproduzir o sistema, porque isso o computador já faz. É preciso pensar”, enfatizou Simioni ao final da sua apresentação.