Pesquisadores do Nipesc publicam estudo sobre o perfil epidemiológico das pessoas soropositivas para HIV/Aids

Publicado em 7 de maio de 2018.


O Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Saúde Coletiva (NIPESC), vinculado ao Observatório UniFG do Semiárido Nordestino, publicou, na Revista de Enfermagem UFPE Online, estudo sobre o perfil epidemiológico das pessoas soropositivas para HIV/Aids. Trata-se estudo quantitativo, epidemiológico, descritivo, de análise retrospectiva, realizado no Centro de Recuperação e Educação Sexual (CRESS) do município de Bom Jesus da Lapa, interior da Bahia, dos indivíduos que tiveram diagnóstico de HIV/Aids.

A coleta de dados teve como fonte os registros em prontuários dos indivíduos que tiveram diagnóstico de HIV/Aids, com recorte temporal entre janeiro de 2005 a setembro de 2015. As informações sobre a população residente no período compreendido foram utilizadas para construção de indicadores, obtidos por meio de estimativas populacionais oriundas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, houve o predomínio de contaminações sobre o sexo masculino. “Estudos sugerem que a maior prevalência de infectados pelo HIV/Aids no sexo masculino ocorre devido à preferência sexual de muitos homens por parceiros do mesmo sexo ou até mesmo pela prática bissexual, fundamentando o contágio pela possibilidade de transmissão através do sêmen ou por micro traumatismos no reto, ou no pênis durante a prática de sexo anal comum em homo e bissexuais”, afirmam os pesquisadores.

O estudo também demostra que 17,3% dos casos de HIV/Aids apresentaram em infectados com idade igual ou superior a 50 anos. Embora seja uma prevalência menor, é extremamente relevante ressaltar que os casos de infecção pelo vírus em pessoas acima dos 50 anos podem estar relacionados com a diminuição da mortalidade dos infectados devido à eficácia da terapia antirretroviral, logo, esses indivíduos vivem mais.

“É importante destacar que, no Brasil, houve um significante aumento no número de infectados com mais de 50 anos entre 2007 a 2015, externando o valor de 557 e 3.561 casos respectivamente”, destacam os pesquisadores.  A pesquisa foi realizada pelos estudantes Ana Maria Fernandes Menezes1, Kaic Trindade Almeida, Gislaine Chaves Machado Dias, Juliana Cunha Nascimento, orientados pela Profa. Ana Karla Araújo Nascimento.

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