Mesa redonda sobre discriminação racial marca abertura da I Mostra de Fotojornalismo da Faculdade Guanambi


Publicado em 7 de novembro de 2017.

A I Mostra de Fotojornalismo está em exposição na recepção do campus da Faculdade Guanambi até 10 de novembro

Estudantes do curso de Jornalismo da Faculdade Guanambi promoveram, na noite desta segunda-feira (06), Mesa Redonda com o tema “Olhar Quilombola”. O evento marcou a abertura da I Mostra de Fotojornalismo da FG. As fotografias foram registradas pelos alunos do curso de Jornalismo, na Comunidade Quilombola de Queimadas, em Guanambi/ Bahia. Para a mesa debates estiveram presentes os professores Rogério Campos, Adriana Bomfim, Géssica Pera, Milenna Castro e Dinalva Macedo (docente da Universidade do Estado da Bahia – campus Guanambi).

A professora Adriana Bomfim afirmou que o termo comunidades remanescentes quilombolas só foi reconhecido oficialmente em 2005, como reconhecimento à população descendente de povos africanos. Para Bomfim, a questão do racismo no Brasil ainda é um tema presente.

O Prof. Dr. Rogério Campos ressaltou que o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão, num período escravagista que durou 316 anos. “Algumas pessoas ainda possuem o pensamento de que o negro é um marginal e que não merece nenhum tipo de oportunidade”, afirmou.

Segundo dados apresentados pela Profa. Dra. Géssica Pera, a região da Serra geral conta com 53 comunidades quilombolas. Em Caetité são 13 e em Palmas de Monte Alto são 16 comunidades. “Em Guanambi, apenas uma comunidade é reconhecida como quilombola, mas falta a certificação federal o que garantiria melhores condições de vida para esta comunidade”, disse.

Em sua participação, a Profa. Dra. Dinalva Macedo, pesquisadora dos povos quilombolas na região da Serra Geral e do Vale do São Francisco, ressaltou a dificuldade que as comunidades quilombolas enfrentam em assegurar seus direitos.

“Há ainda certa resistência por parte de alguns professores em colocar, na grade de ensino das escolas em comunidades quilombolas, a história de lutas dos negros por igualdade e conquistas”, afirmou. Macedo declarou que, no Brasil, ainda é presente o pensamento de um país escravagista, “que enxerga os negros como um povo sem cultura e sem sabedoria”.

 

Com informações de William Silva/AGEX

 

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